Com apoio da Setesc, Campo Grande recebe primeira Escola de Paraciclismo do Centro-Oeste

  • Publicado em 18 maio 2026 • por Lucas Castro •

  • Em solenidade realizada na manhã desta segunda-feira (18), na Cidade Universitária, em Campo Grande, foi oficializada a implantação da primeira Escola de Paraciclismo do Centro-Oeste. A iniciativa, idealizada pela Confederação Brasileira de Ciclismo, conta com o apoio da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc) e parceria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), responsável por sediar as atividades.

    Considerada um marco para o desenvolvimento do paraciclismo no país, a escola tem como objetivo promover inclusão, ampliar o acesso ao esporte e contribuir para a formação de novos talentos. O projeto atenderá crianças, jovens e adultos com deficiência, oferecendo estrutura adequada, ambiente seguro e acompanhamento técnico especializado.

    A formalização da parceria contou com a presença da reitora da UFMS, Camila Ítavo; do diretor-presidente da Fundesporte, Paulo Ricardo Martins Nunes; do secretário-geral da Confederação Brasileira de Ciclismo, José Luiz Vasconcellos; do coordenador de paraciclismo da entidade, Edilson Rocha; da primeira-dama do Estado, Mônica Riedel; e do deputado federal Luiz Ovando.

    A iniciativa prevê a entrega de 15 bicicletas adaptadas de diferentes modalidades, além de estrutura física para aulas, palestras e atividades complementares, e equipe de profissionais capacitados para atuação no paradesporto.

    “É um orgulho para nós trazer a Escola de Paraciclismo para o Estado. Receberemos um primeiro lote com handbikes, tandens, triciclos e bicicletas convencionais, que serão utilizadas por cerca de 30 atletas. É uma meta audaciosa, mas temos convicção de que essa parceria trará excelentes resultados”, destacou Paulo Ricardo Martins Nunes.

    Atualmente, um dos principais desafios enfrentados por pessoas com deficiência que desejam ingressar no paraciclismo é a falta de acesso a equipamentos adequados, orientação técnica e espaços apropriados para treinamento. A nova escola surge para suprir essa lacuna, democratizando o acesso à prática esportiva e criando oportunidades reais de desenvolvimento pessoal e competitivo.

    “O paraciclismo é uma das modalidades que mais traz resultados ao Brasil, sendo a terceira em número de medalhas em campeonatos mundiais e Jogos Paralímpicos. Para avançarmos ainda mais, precisamos investir na base e na formação técnica. A criação das escolas é um passo fundamental nesse processo”, ressaltou Edilson Rocha.

    Segundo José Luiz Vasconcellos, o potencial esportivo de Mato Grosso do Sul também contribuiu para a implantação do projeto. “O Estado já possui referências importantes no ciclismo, o que fortaleceu a construção dessa parceria e a escolha de Campo Grande como sede da escola”, afirmou.

    Além do aspecto esportivo, a Escola de Paraciclismo terá caráter educacional, com a realização de palestras e atividades que reforçam valores como disciplina, respeito, superação e trabalho em equipe.

    “Queremos colocar a estrutura da universidade à disposição da sociedade, fortalecendo políticas públicas de inclusão e o desenvolvimento do esporte. Sabemos da importância dessas ações na formação acadêmica, esportiva e pessoal dos participantes”, destacou a reitora Camila Ítavo.

    De acordo com a Confederação Brasileira de Ciclismo, o impacto do projeto vai além do esporte, promovendo transformação social e ampliando oportunidades. Ao incentivar a prática desde a infância, a iniciativa contribui para a formação de cidadãos mais confiantes, resilientes e integrados à sociedade, consolidando o paraciclismo como ferramenta de inclusão e empoderamento.

    Esta é a sétima Escola de Paraciclismo do país. Outras unidades já foram implantadas em Indaiatuba (SP), São José dos Campos (SP), Rio de Janeiro (RJ), João Pessoa (PB), Maringá (PR) e Petrolina (PE).

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